13 de Dezembro de 2009

Mudanças

As mudanças agitam a nossa vida.
Para quem tem uma relação de amor/ódio com a mudança, como eu, são sempre tempos conturbados. Mas não são necessariamente negativos.
São tempos de juntar os pensamentos aos sentimentos, até se encontrarem e viverem em paz. Parece me uma missão impossível ... Mas sempre gostei de missões difíceis!!
É sempre mais fácil dar conselhos, luz e boas energias aos outros do que usarmos em nós ou na nossa vida.
As crianças são simples. Apesar do seu mundo colorido e imaginário, são muito mais eficazes do que nós a chegar a conclusões e a resolver dúvidas existenciais.
Sabem muito bem o que querem. Sabem muito bem o que não querem.
Conformam-se com a ausência, mesmo que sofram profundamente as rasteiras e faltas que a vida, de surpresa lhes traz.
Será porque acreditam plenamente nas respostas que dou às perguntas que fazem?
Eu sofro por eles. As minhas respostas são simples, mas nem sempre verdadeiras...
Será que devia ser directa e verdadeira e destruir-lhes o sonho do amor incondicional, da amizade inabalável? Do sempre?!
Por agora estas "mentiras" continuam a valer a pena se lhes sossegar o coração apertado.
Aprendo tanto com eles, que começo a ponderar acções à imagem do que eles fariam...
Não se surpreendam se vos parecer que tenho apenas 6 anos, nos próximos tempos!
Dar tudo de mim num só dia ou noite.
Querer já o que queria ter um dia.
Rir ou sorrir apenas quando é mesmo a minha vontade.
Fazer umas birras quando tiver muito sono.
Abraçar quem gosto.
Querer tudo hoje e já.
Responder só a quem quero na minha vida.
Agora é a fase do amor... pela mudança!


6 de Dezembro de 2009

Perigo!



Hoje está a chover, está frio e cinzento. Ainda bem. Assim tudo está certo.
Porque será que há dias que começam coloridos e o passar das horas os torna monocromáticos, mesmo sem uma razão aparente e fácil de identificar?
Serão as memórias?
Ou um momento presente, que queremos transformar em futuro, "só" e apenas porque sentimos que vai ser uma aventura, vai ser uma paixão e fogo, mas temos medo.
Há até quem sinta pânico e que se consiga proteger. Afastar.
Alguns de nós tomam decisões rapidamente, outros fazem-no lentamente... Aparentemente de forma sossegada.
Alguns de nós não querem, não sabem viver a questionar a vontade, a química ou os olhares mais cúmplices.
Outros ponderam os efeitos e questionam as causas.
Será a isso que chamam de equilíbrio e compatibilidade pessoal ou profissional??
Não quero viver tudo hoje, não!
Mas gostava de viver tudo.
Só o posso fazer, se apressar o presente, porque aprendi que o futuro não é assim tão importante e certo que exista.
A viver.
Sem antever os perigos, apesar do medo...

4 de Dezembro de 2009

Radar dos Sons






3 de Dezembro de 2009

Baci

Já não me lembrava como era bom receber presentes de surpresa!...
Inesperados...
A caixa de bombons Baci, engordou-me pelo menos 2 kg, mas também me fez sorrir...
Baci


29 de Novembro de 2009

Domingos

Gosto que as manhãs de Domingo comecem em silêncio (ou quase silencio), apesar da presença da Alice e do Vasco...
Gosto de poder acordar às 10h00, apesar deles acordarem quase sempre às 7h30!!!!

Gosto de ir jogar bowling ...

Gosto de lhes ganhar eheheheh!!


Depois jogámos à bola... sim, sim, eu, o Vasco e o João ( amigo do Vasco), até começar a chover!

Enquanto os miúdos destruíam o quarto do Vasco, eu tentava montar um candeeiro, até que o Vasco chegou à sala e disse com um ar muito sério:

- " o que estás a fazer mãe?"
- "estou a tentar arranjar isto"
- "Mãe, tu não tens cara de arranjadeira..."

Está tudo dito!! Não tenho, mesmo!

Mas como tenho tanto de falta de jeito, como de teimosa... por isso...

28 de Novembro de 2009

É oficial, o Monstro chegou...cá a casa!

Nos últimos tempos tenho pensado várias vezes se será o momento de enfrentar o Monstro, ou... se o consigo ignorar mais uns tempos... acabo por o fechar numa das gavetas guardadas para os meus "monstros".
Aí vem ele novamente, hoje chegou cheio de força e logo pela manhã!!
É enorme, gigante... nunca pensei que fosse tão grande. É assustador...
Chega pela voz do Vasco, da Alice, nas decorações das lojas, nas ruas da Baixa de Lisboa. Ele agora está em todo o lado. Já não vou poder continuar a fingir que não existe ou que não se está a aproximar a uma velocidade vertiginosa...
Talvez seja melhor olha-lo de frente, olhos nos olhos, fazer braço de ferro, ou então deixa-lo entrar e render-me à sua existência e obrigatória passagem pela minha vida, casa e pela minha família da forma mais serena possível.
Hoje abri-lhe a porta da minha casa, fizemos a árvore de natal...
Previ as perguntas, respostas e observações inevitáveis da Alice e do Vasco:
"Este Natal passamos a noite de 24 com quem?", " E tu? Vais ficar sozinha?", " E no dia 25, almoçamos só os 3?", " Mas assim não é bem festa...", " então eu quero ficar sempre aqui contigo..." Estas perguntas foram feitas hoje, pelo Vasco e pela Alice... conforme a personalidade, estrutura emocional e forma de viver o presente e antever o futuro de cada um deles!
Eu respondi com muita segurança, já nem sei bem o que lhes disse e acho que menti várias vezes...
Eles sossegaram ( pelo menos aparentemente...).
O Montro do Natal já me assustou em alguns momentos da minha vida. Devia por isso estar mais serena?!
Este Monstro tem o poder de ampliar os meus sentimentos, as ausências, as memórias, o medo da solidão, as dúvidas, enfim...
E o ano de 2009 devia ganhar o OSCAR!!

22 de Novembro de 2009

Será que precisamos de ter alguém para ter "rede"?

Dia 21 de Novembro

Hoje é Sábado, acordei às 7h30, parecia dia de escola, com início habitualmente frenético, (que apesar de conjugado com um excelente planeamento e antevisão das dificuldades que irão surgir, parece quase sempre um filme de uma grande família Italiana. Não é nada demais, consiste em acordar a Alice e o Vasco, preparar-lhes o pequeno almoço, dizer 25 vezes vistam-se + 14 vezes lavem os dentes, 10 vezes penteiem-se, enquanto eu tento tomar duche, vestir-me e despentear-me e sairmos de casa em 30m).

No entanto há fins que justificam os meios e o dia de hoje é um belo exemplo. A Margarida convidou o Vasco e a Alice para irem com ela, Zé Bi , Nuno e meninos da Casa do Gil ao Badoca Park, eu fiquei safa porque tinha trabalho e reuniões marcadas para todo o dia ( acho que foi a maneira de a Margarida ajudar mais uma vez...).

Ser mãe sozinha é uma tarefa que comparo à queda de chuva torrencial durante vários dias/semanas, vento forte com rajadas de 90kmh e temperaturas de 0 graus em Lisboa.

Pontualmente às 9h00 da manhã estávamos na Casa do Gil, nestes dias sem transito, adoro morar deste lado, perto do mar, abrir as portas do quarto e apesar do frio, sentir o cheiro do mar e o silencio humano e motorizado!

Depois de os deixar (felizes) entre beijinhos, abraços, e os avisos que eles não ouvem, saí sem destino marcado. Só precisava de estar em casa da Ana, às 11h00 para uma reunião importante.

Sem me recordar do percurso que fiz de carro, cheguei ao Chiado. Há 5 ou 6 anos atrás passava algum tempo nesta zona. Ao fim da tarde, ao fim de semana ou à noite... depois desorientei-me e deixei de saber priorizar a minha vida, desorganizei-me profundamente no meu tempo e por isso, o meu tempo para os outros.

Hoje, vim tomar o pequeno almoço à Benard, fiquei lá dentro , sentada na mesa do canto, (sempre gostei desta mesa, local onde posso ver tudo e melhor ainda, consigo ouvir as conversas das mesas vizinhas...). Os empregados continuam os mesmos e nós continuamos invisiveis durante 10 minutos, os croissants são maravilhosos e as meias de leite perfeitas ( leite e café separados para misturar ao gosto do cliente). Aqui sempre me senti momentaneamente em Paris – experimentem... eu vou voltar muitas vezes.

Ainda sentada na Benard e enquanto observava as pessoas, os casais recentes e os casais antigos, as mulheres ou os homens sozinhos, desci à terra e olhei para a agenda do dia cheia de reuniões com pessoas poderosas, mas não falo só de poder financeiro, pessoas que têm... com coragem... com rede...

Tentei perceber nas pessoas que me rodeavam quem tinha esse poder...

Será que quem está sozinho tem menos rede, menos coragem?

Será que sempre que fiquei sozinha, perdi o meu poder ou só me esqueci que ele que estava em mim?

Pelo meio, recebi um sms delicioso “ Que dia de chuva lindo, para uma reunião excepcional...). Obrigada.